terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Black Russian

Simples e incomparável, o Black Russian surgiu em 1949 em Bruxelas, no bar do Hotel Metropole quando o barmen apresenta a uma embaixadora americana em Luxemburgo, conhecida por suas festas pomposas e com gente poderosa.

Black Russian é um coquetel feito à base de vodca, licor de café e gelo. De acordo com o IBA (Internacional Bartenders Association) a proporção é de 5 partes de vodca para 2 partes de licor de café.

Como Fazer: um copo old-fashioned coloque primeiro a vodka, depois o licor (devido a densidade o licor tende a descer). Sirva

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Abertura Casa da Cachaça - Monte Alegre do Sul-SP

A Cachaça Brisa convida aos interessados em cachaça a visitar a Casa da Cachaça no Distrito de Mostardas, em Monte Alegre do Sul.

Será possível ver onde e como nasce a Cachaça Brisa, um novo conceito em destilado.

Além da degustação das cachaça e licores, serão apresentadas visitas de todo o processo de produção. Armazenagem, bidestilação, envelhecimento, lavagem de garrafas, purificação, engarrafamento e rotulagem.

Escolha um horário de sua conveniência e faça uma visita à Casa da Cachaça, Sábado e Domingo, dias 04 e 05 de Fevereiro de 2012, das 09:00h às 17:00.

Aguardente de luxo chega ao Brasil

Chegou no Brasil a aguardente vínica Magistra XO (Extra Gold), produzida na região portuguesa de Lourinhã, em uma parceria entre José Roquette, da Herdade do Esporão, e Carlos Melo Ribeiro, da Quinta do Rol.


A bebida tem como base uvas de vinhas velhas selecionadas da Quinta do Rol, envelhecida por mais de dez anos em barris de castanho, carvalho francês e português de diferentes idades. Após este tempo, o produto passou por uma nova triagem, onde foram escolhidas as melhores aguardentes vínicas velhas de 1989, 1990,1995 e 1996, constituindo um único lote de 2.500 litros que permaneceu em barril de madeira até 2008.

Agora elas estão prontas para o consumo. A garrafa de 700 ml deste destilado sofisticado é comercializado por R$ 1.100,00.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Universidade oferece aulas para produção de cachaça

Unesp tem minidestilaria modelo para dar aula práticas para produtores e profissionalizar a atividade.

O Centro de Estudos da Cachaça da Unesp (Universidade Estadual Paulista), em Araraquara, tem agora uma minidestilaria modelo. O local vai ser usado para dar aulas práticas para produtores, com a intenção de profissionalizar a atividade.

O resultado disso é 12 mil litros de uma cachaça artesanal, que está na família do produtor Orivaldo Antônio Peruchi há 125 anos. Ele nunca fez curso para aprender a produzir a bebida. “Aprendi dentro da família a fazer cachaça. Com meus avós e meus pais.”

A cachaça, que sempre dominou o ambiente popular do campo, agora invade a universidade. O centro de pesquisa da Unesp, criado recentemente, reproduz as condições ideais para destilar a aguardente. O projeto é desenvolvido na Faculdade de Farmácia e Bioquímica da universidade. Durante dois dias, pequenos produtores aprendem o que fazem certo ou errado nos alambiques caseiros. São 16 horas de aulas gratuitas.

“Precisamos transferir para o produtor aquilo que a gente desenvolve aqui na universidade. Não só as técnicas corretas, como o processo de inovação. E a gente ficando aqui e os produtores lá fora não vai acontecer nada”, diz o pesquisador João Bosco Faria.

A inovação depende, em primeiro lugar, de boas condições de higiene, que praticamente não existem nas pequenas indústrias de cachaça. “É muito difícil a gente entrar em um estabelecimento onde se vê azulejo nas paredes, um piso com revestimento que permite limpeza adequada e onde a prática de limpeza é adotada no início e no término do processo”, afirma a pesquisadora Maria Cristina Meneguim.

Esses cuidados impedem índices altos de contaminação e garantem maior qualidade da cachaça. Outra dica importante é destilar a bebida duas vezes. Com isso, qualquer impureza que resistir ao primeiro processo será eliminada. Mas o que os pesquisadores buscam incentivar é o envelhecimento.

Se a bebida permanecer por dois anos em toneis, ela vai ganhar nova cor, aroma, sabor e, é claro, conquistar novos mercados. O Brasil é o maior produtor do destilado no mundo, com 1,3 bilhão de litros por ano, mas exporta apenas 1% desse volume. As novas práticas podem mudar esse índice e ainda valorizar a cachaça. “O produto que era vendido a R$ 3, nós temos estudos que são vendidos a R$ 30 dois anos depois. Então, é um investimento que vale a pena”, afirma João Bosco Faria.

O produtor Luiz Antonio Vanalli participou da primeira turma do curso e já colhe os resultados. Ele produz cachaça envelhecida e com sabor de frutas. A bebida fabricada no coração do Estado agora conquista apreciadores em todas as partes. “Desde lá de Itaqui, no Rio Grande do Sul, até na Bahia. Estamos conquistando mercado internacional também e exportando para a Inglaterra.”

Fonte: Caminhos da Roça

sábado, 24 de dezembro de 2011

Produtores de cachaça reduzem garrafas em 30 ml para fugir de IPI até 55% maior

Pedro Rocha Franco - Publicação: 12/12/2011
O proprietário da Garrafaria Serra Negra, José Ribeiro Naves, já está entregando por mês 180 mil unidades do novo vasilhame, para 670 ml.

As cachaçarias de Minas jogaram fora parte do volume do consumidor. O tradicional gole dispensado pelos bebedores de botequim para o santo tem sido descontado pelos produtores para evitar o pagamento de taxas mais altas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Antecipando a expectativa de reajuste do tributo, nos últimos seis meses as cachaçarias reduziram em 30 ml a capacidade das garrafas para usufruir de alíquotas mais baixas. Resta saber se os preços também vão diminuir.

A redução do volume das garrafas de pinga tem explicação simples. É que a Receita Federal mantém categorias distintas de imposto de acordo com a capacidade do vasilhame, em vez de relacionar a tributação com o preço. Atualmente, a cachaça com volume de 376 ml a 670 ml é taxada em até R$ 1,64 por garrafa, enquanto a unidade que tem entre 671 ml e 1 litro paga até R$ 2,55, ou seja, o tributo pode ser até 55% maior. Por isso os produtores têm reduzido o volume, evitando as tradicionais garrafas de 700 ml e optando por novos modelos, um pouco menores.

A mudança teve início na última edição do ExpoCachaça, quando produtores se reuniram e decidiram antecipar a redução, prevendo que a partir do ano que vem a tributação do IPI deve sofrer reajuste, o que iria encarecer o produto. “A medida é uma forma de evitar aumentos futuros”, afirma o diretor do Sindicato das Indústrias de Cerveja e Bebidas em Geral de Minas Gerais, Felipe Ataíde. Ele ressalta que três em cada cinco produtores já fizeram a mudança.

Uma das cachaçarias que aderiram ao novo modelo para fugir da taxação mais alta é a Seleta, de Salinas, no Norte de Minas. O modelo de 700ml vendia mensalmente 70 mil unidades, pagando R$ 1,95 de IPI. Mas, diante do alto custo da tributação, o fabricante decidiu modificar o formato do vasilhame. Para o novo formato, de 670ml, o custo do imposto é de R$ 1,64, ou seja, 15,9% menor. “É um benefício também para o consumidor. Uma forma de evitar aumentos no preço”, afirma o responsável pelo setor de compras da Seleta, Márcio Nogueira.

Proprietário da maior distribuidora de garrafas de Minas – Garrafaria Serra Negra – e responsável por fornecê-las para os principais alambiques do estado, José Ribeiro Naves afirma que antes vendia, em média, 120 mil unidades/mês de 700ml e, com a alteração da demanda, teve de criar um modelo com capacidade para 670ml. Com o gargalo estendido e o corpo menor, ela é transparente, permitindo que a coloração da cachaça seja vista pelo consumidor. Hoje, é o segundo formato mais procurado, com 180 mil encomendas por mês, atrás apenas da tradicional, de cerveja (600ml). E a tendência é que mais produtores migrem para o novo modelo. “A garrafa de cerveja, apesar de mais barata, é mais feia e impede a visualização do líquido. O mercado pede um vasilhame mais nobre. E a alíquota do IPI é a mesma para a de 600ml e a de 670ml, transparente. Então, a tendência é que ocorra uma mudança forte”, afirma Naves.

A Vidroporto, de Porto Ferreira (SP), colocou no mercado uma garrafa de vidro de 670 mililitros, com características exclusivas para o segmento de cachaça. Segundo a empresa, a garrafa com o novo volume “atende a solicitações de fabricantes da bebida”. A nova embalagem passa a ser uma opção aos modelos mais vendidos aos produtores de cachaça, de 700 mililitros e de 1 litro

Carga tributária

No supermercado, a garrafa da cachaça Seleta é encontrada por R$ 12,73, e 12,88% do valor do produto refere-se ao custo do IPI. Nogueira critica o modelo de tributação e reclama da alta carga paga pelos produtores de cachaça artesanal. “O IPI e o ICMS, se somados, correspondem a mais de 30% do total do faturamento das empresas”, diz.

A afirmação é corroborada por estudo feito na Unimontes, pela estudante de ciências contábeis Fernanda Borges. Ela selecionou 20 amostras de cachaça e concluiu que a variação do IPI não tem relação com o preço, apenas com a capacidade da garrafa. A pesquisa mostrou que garrafas que nos supermercados custavam R$ 54 pagavam IPI semelhante a outras, com valor de R$ 5. Com isso, o imposto variava de 3% a 24% do faturamento dos fabricantes.

Outra crítica ao modelo de tributação do IPI para o setor está relacionada à diferenciação de preço que existe entre as artesanais e as industriais. Cachaças como 51, Velho Barreiro e Ipioca enquadram-se na categoria aguardente adocicada e, por isso, pagam alíquota menor. Segundo a Associação Mineira de Produtores de Cachaça de Qualidade (Ampaq), a média de IPI pago em cada garrafa é de R$ 0,15, valor até 20 vezes menor do que o pago pelos produtores artesanais. “Não há um critério lógico ou objetivo. O que me parece é que seja mais um motivo político”, diz Fernanda em relação à diferença de alíquotas.