Em Portugal, a produção de bebidas espirituosas a partir da destilação do vinho e do bagaço perde-se na penumbra da história. Mais popular, a aguardente bagaceira - ou, como também é conhecida, o “bagaço” - é o resultado da destilação das partes sólidas (o bagaço ou engaço) que resultam da prensagem das uvas. São as películas e as grainhas das uvas, carregadas de óleos essenciais, que emprestam às bagaceiras aromas e sabores típicos e muito acentuados, apreciados por consumidores mais identificados com a tradição.
As características das aguardentes bagaceiras dependem de vários factores, a começar pelo método de destilação utilizado, mais caseiro ou mais industrial, e a terminar na qualidade das uvas e das castas utilizadas. Entre os “segredos” para a obtenção de boas bagaceiras está o manejo de proporções adequadas de películas de uvas, de grainhas e de caules, e, naturalmente, o uso de matéria-prima de boa qualidade e com características organolépticas mais apropriadas para a produção de aguardentes.
A destilação do bagaço produz uma aguardente incolor, mas, muitas vezes, o produto é melhorado com estágio em cascos de madeiras nobres, como o carvalho, dando-lhe colorações de mel mais ou menos acentuadas, daí resultando classificações conforme o tempo de envelhecimento. O teor alcoólico das aguardentes bagaceiras ronda os 40 por cento.
A aguardente vínica resulta da destilação do vinho e é, comparada com a bagaceira, um produto mais sofisticado, com aromas e sabores menos fortes e mais equilibrados. Criada a partir de vinhos de qualidade, a aguardente vínica portuguesa ostenta qualidades aromáticas e sápidas que a tornam capaz de ombrear com as mais caras e conceituadas bebidas espirituosas, transportando toda a tipicidade das grandes castas nacionais.
As aguardentes de vinho, incolores logo após a destilação, são habitualmente sujeitas a envelhecimento em casco de madeira nobre, ganhando com isso maior suavidade, tonalidades de caramelo e mais complexidade de sabores e aromas. Com uma percentagem de álcool um pouco mais baixa, em média, do que as bagaceiras, as aguardentes vínicas têm classificações que variam consoante o tempo de envelhecimento, que pode variar entre o mínimo de dois a seis anos.
A maior acidez dos vinhos e dos bagaços da região dos vinhos verdes tem sido apontada como argumento para a obtenção de excelentes aguardentes, tanto bagaceiras como vínicas. Mas a grande variedade de castas portuguesas permite elaborar aguardentes e bagaceiras mais ou menos macias, mais ou menos aromáticas, capazes de satisfazer gostos muito diferentes.
Blog que tem o objetivo de reunir informações interessantes a respeito da cachaça artesanal paulista, licores, bebidas destiladas, gastronomia e outras relacionadas.
quinta-feira, 7 de junho de 2012
sábado, 21 de abril de 2012
As melhores Bebidas Alcoólicas com Café
Duas cervejas e quatro destilados que levam café na composição para uma avaliação da nova onda do setor de bares. 14.02.11Fotos Illyquore e Mistura Clássica Divulgação Fotos das Bebidas Ivan Padovani
"A bebida deve se reinventar", resumiu o barman Pereira, um dos convidados da Espresso para degustar seis bebidas com café lançadas no mercado. É por isso que a cada dia surgem novidades, como estas selecionadas pela nossa equipe. Além do Pereira, chefe de bar premiado dos paulistanos Astor e SubAstor, participou da experiência o especialista em charutos e bebidas Cesar Adames.
Para a seleção, foram consideradas bebidas que têm o café como ingrediente, ou seja, na composição. Há também no mercado bebidas alcoólicas com notas de café, como grande parte das cervejas stout. Essas notas, no entanto, afloram com a torra do malte e não com a adição do produto na bebida, mesmo que em algumas delas seja evidente o aroma e sabor característicos do grão.
A seleção foi diversificada e traz três famílias de bebidas: duas fermentadas, uma cerveja stout e uma porter, ambas da família das ales e de produção nacional; dois licores, um italiano e um norte-americano; uma tequila mexicana e uma cachaça brasileira. Todas foram degustadas geladas e, depois, em temperatura ambiente. A ordem foi definida pelo teor alcoólico, do menor grau para o mais alto. E para uma maior uniformização, foram utilizadas taças de vinho de boca larga.
Os especialistas convidados nos ensinaram alguns segredos para uma melhor avaliação. Ao apreciar o aroma, por exemplo, a técnica não é a mesma utilizada no café ou no vinho, em que se aspira profundamente do copo. Pelo alto teor alcoólico de algumas das amostras, é sugerido usar a "técnica do cachorrinho", explica Cesar, brincando, mas falando sério: dar duas aspiradas rápidas e afastar o copo. Outra dica foi avaliar as bebidas em temperaturas diferentes. O licor illyquore, que obteve a melhor avaliação da mesa, foi preferido na temperatura ambiente. Já o licor Kahlúa, mais adocicado, é mais apreciado bem gelado. A cerveja Demoiselle, outro destaque, foi bem avaliada do começo ao fim.
Em geral, quanto menos gelado, mais se percebem as nuances da bebida. E com uma graduação menor de álcool também, as sutilezas afloram. A tendência foi aprovada e nós torcemos por ver mais opções no varejo e novidades nos modernos bares paulistanos. Confira a seguir as principais características e a avaliação sensorial de cada uma das bebidas e boa degustação!
Demoiselle
Cerveja porter, da família das ales, com café da Alta Mogiana (SP). O grão é torrado e moído pela própria cervejaria e adicionado à cerveja por um processo de infusão a frio. Com alto teor alcoólico - o das pilsen gira em torno de 4,5% -, possui um bom aroma de café, sabor adocicado, é encorpada e o aftertaste perdura de forma prazerosa.
Tipo: cerveja
Volume: 600 ml
Álcool: 6%
Ingredientes: água, malte de cevada, café, lúpulo e fermento
Preço: R$ 9,75 (pelo site)
Origem: Cervejaria Colorado - Ribeirão Preto (SP) - Brasil
Mistura Clássica Stout Café
Cerveja stout, dentre as ales, fabricada com aromas e sabores de café do Oeste da Bahia, da Fazenda Olinda. A cerveja passa por um amadurecimento mínimo de 30 dias e tem o teor de álcool ainda mais elevado que o comum. Com amargor marcante, apresentou aroma de mel, corpo espesso e aftertaste limpo.
Tipo: cerveja
Volume: 600 ml
Álcool: 7%
Ingredientes: água, malte, lúpulo, fermento natural, açúcar mascavo e café
Preço: de R$ 6,90 (na cervejaria) a R$ 15,30 (em bares)
Origem: Cervejaria Mistura Clássica - Volta Redonda (RJ) - Brasil
Kahlúa Coffee Liqueur
Licor de café arábica do México, da península de Yucatán, à base de rum. Produzido nos Estados Unidos, é indicado para apreciação puro ou nos clássicos coquetéis Kahlúa White Russian (com vodca e creme de leite) e Kahlúa Black Russian (com vodca). A bebida revelou uma doçura marcante no aroma e sabor, com notas de caramelo e baunilha, corpo muito espesso e aftertaste excessivamente doce.
Tipo: licor
Volume: 700 ml
Álcool: 20%
Ingredientes: destilado alcoólico retificado, açúcar e extrato natural de café
Preço: R$ 90,00
Origem: The Kahlúa Company - Arkansas - Estados Unidos (importado por Pernord Ricard do Brasil)
Mais informações: www.pernod-ricard.com.br
Illyquore
Licor à base do próprio blend illy, de café arábica de diversas regiões da América Central, Índia, África e, principalmente, Brasil. A bebida foi mais bem apreciada em temperatura ambiente, em que apresentou aroma e sabor agradável de café, doçura, corpo macio e aftertaste prazeroso. Sofisticada, foi considerada a bebida com a fórmula mais redonda da mesa.
Tipo: licor
Volume: 700 ml
Álcool: 28%
Ingredientes: extrato natural de café, álcool anidro, açúcar e água
Preço: R$ 65,00
Origem: illycaffè - Trieste - Itália (importado por Campari do Brasil)
Patrón XO Café
Blend mexicano de tequila branca premium e essência natural de cafés finos. As garrafas têm um design especial e são feitas à mão, em série numerada. O aroma é de carvalho, lembrando o de café com grappa; o sabor é característico de tequila e café; o corpo, de espessura média; e o aftertaste é doce, mas bom, momento em que mais aparece o café.
Tipo: tequila
Volume: 750 ml
Álcool: 35%
Ingredientes: não são informados na embalagem
Preço: US$ 17,27 (nos EUA)
Origem: The Patrón Spirits Company - México
Spirit Café Original
Aguardente de cana-de-açúcar composta com extrato natural de café. A bebida passa por uma maturação em tanque de no mínimo vinte dias. Dentre as cachaças, tem baixo teor alcoólico, o que pode agradar ao paladar feminino. A bebida mostrou aroma suave de álcool e café, sabor seco típico da bebida, corpo médio a leve e aftertaste delicado.
Tipo: cachaça
Volume: 700 ml
Álcool: 39%
Ingredientes: álcool, aguardente de cana-de-açúcar, extrato natural de café, aroma idêntico ao natural de café, aroma natural de baunilha, açúcar, corante caramelo
Preço: R$ 45,00
Origem: Grupo Octton - Sorocaba (SP) - Brasil
As bebidas estão na ordem de degustação e os preços referem-se aos meses de março/abril de 2010.
"A bebida deve se reinventar", resumiu o barman Pereira, um dos convidados da Espresso para degustar seis bebidas com café lançadas no mercado. É por isso que a cada dia surgem novidades, como estas selecionadas pela nossa equipe. Além do Pereira, chefe de bar premiado dos paulistanos Astor e SubAstor, participou da experiência o especialista em charutos e bebidas Cesar Adames.
Para a seleção, foram consideradas bebidas que têm o café como ingrediente, ou seja, na composição. Há também no mercado bebidas alcoólicas com notas de café, como grande parte das cervejas stout. Essas notas, no entanto, afloram com a torra do malte e não com a adição do produto na bebida, mesmo que em algumas delas seja evidente o aroma e sabor característicos do grão.
A seleção foi diversificada e traz três famílias de bebidas: duas fermentadas, uma cerveja stout e uma porter, ambas da família das ales e de produção nacional; dois licores, um italiano e um norte-americano; uma tequila mexicana e uma cachaça brasileira. Todas foram degustadas geladas e, depois, em temperatura ambiente. A ordem foi definida pelo teor alcoólico, do menor grau para o mais alto. E para uma maior uniformização, foram utilizadas taças de vinho de boca larga.
Os especialistas convidados nos ensinaram alguns segredos para uma melhor avaliação. Ao apreciar o aroma, por exemplo, a técnica não é a mesma utilizada no café ou no vinho, em que se aspira profundamente do copo. Pelo alto teor alcoólico de algumas das amostras, é sugerido usar a "técnica do cachorrinho", explica Cesar, brincando, mas falando sério: dar duas aspiradas rápidas e afastar o copo. Outra dica foi avaliar as bebidas em temperaturas diferentes. O licor illyquore, que obteve a melhor avaliação da mesa, foi preferido na temperatura ambiente. Já o licor Kahlúa, mais adocicado, é mais apreciado bem gelado. A cerveja Demoiselle, outro destaque, foi bem avaliada do começo ao fim.
Em geral, quanto menos gelado, mais se percebem as nuances da bebida. E com uma graduação menor de álcool também, as sutilezas afloram. A tendência foi aprovada e nós torcemos por ver mais opções no varejo e novidades nos modernos bares paulistanos. Confira a seguir as principais características e a avaliação sensorial de cada uma das bebidas e boa degustação!
Demoiselle
Cerveja porter, da família das ales, com café da Alta Mogiana (SP). O grão é torrado e moído pela própria cervejaria e adicionado à cerveja por um processo de infusão a frio. Com alto teor alcoólico - o das pilsen gira em torno de 4,5% -, possui um bom aroma de café, sabor adocicado, é encorpada e o aftertaste perdura de forma prazerosa.
Tipo: cerveja
Volume: 600 ml
Álcool: 6%
Ingredientes: água, malte de cevada, café, lúpulo e fermento
Preço: R$ 9,75 (pelo site)
Origem: Cervejaria Colorado - Ribeirão Preto (SP) - Brasil
Mistura Clássica Stout Café
Cerveja stout, dentre as ales, fabricada com aromas e sabores de café do Oeste da Bahia, da Fazenda Olinda. A cerveja passa por um amadurecimento mínimo de 30 dias e tem o teor de álcool ainda mais elevado que o comum. Com amargor marcante, apresentou aroma de mel, corpo espesso e aftertaste limpo.
Tipo: cerveja
Volume: 600 ml
Álcool: 7%
Ingredientes: água, malte, lúpulo, fermento natural, açúcar mascavo e café
Preço: de R$ 6,90 (na cervejaria) a R$ 15,30 (em bares)
Origem: Cervejaria Mistura Clássica - Volta Redonda (RJ) - Brasil
Kahlúa Coffee Liqueur
Licor de café arábica do México, da península de Yucatán, à base de rum. Produzido nos Estados Unidos, é indicado para apreciação puro ou nos clássicos coquetéis Kahlúa White Russian (com vodca e creme de leite) e Kahlúa Black Russian (com vodca). A bebida revelou uma doçura marcante no aroma e sabor, com notas de caramelo e baunilha, corpo muito espesso e aftertaste excessivamente doce.
Tipo: licor
Volume: 700 ml
Álcool: 20%
Ingredientes: destilado alcoólico retificado, açúcar e extrato natural de café
Preço: R$ 90,00
Origem: The Kahlúa Company - Arkansas - Estados Unidos (importado por Pernord Ricard do Brasil)
Mais informações: www.pernod-ricard.com.br
Illyquore
Licor à base do próprio blend illy, de café arábica de diversas regiões da América Central, Índia, África e, principalmente, Brasil. A bebida foi mais bem apreciada em temperatura ambiente, em que apresentou aroma e sabor agradável de café, doçura, corpo macio e aftertaste prazeroso. Sofisticada, foi considerada a bebida com a fórmula mais redonda da mesa.
Tipo: licor
Volume: 700 ml
Álcool: 28%
Ingredientes: extrato natural de café, álcool anidro, açúcar e água
Preço: R$ 65,00
Origem: illycaffè - Trieste - Itália (importado por Campari do Brasil)
Patrón XO Café
Blend mexicano de tequila branca premium e essência natural de cafés finos. As garrafas têm um design especial e são feitas à mão, em série numerada. O aroma é de carvalho, lembrando o de café com grappa; o sabor é característico de tequila e café; o corpo, de espessura média; e o aftertaste é doce, mas bom, momento em que mais aparece o café.
Tipo: tequila
Volume: 750 ml
Álcool: 35%
Ingredientes: não são informados na embalagem
Preço: US$ 17,27 (nos EUA)
Origem: The Patrón Spirits Company - México
Spirit Café Original
Aguardente de cana-de-açúcar composta com extrato natural de café. A bebida passa por uma maturação em tanque de no mínimo vinte dias. Dentre as cachaças, tem baixo teor alcoólico, o que pode agradar ao paladar feminino. A bebida mostrou aroma suave de álcool e café, sabor seco típico da bebida, corpo médio a leve e aftertaste delicado.
Tipo: cachaça
Volume: 700 ml
Álcool: 39%
Ingredientes: álcool, aguardente de cana-de-açúcar, extrato natural de café, aroma idêntico ao natural de café, aroma natural de baunilha, açúcar, corante caramelo
Preço: R$ 45,00
Origem: Grupo Octton - Sorocaba (SP) - Brasil
As bebidas estão na ordem de degustação e os preços referem-se aos meses de março/abril de 2010.
terça-feira, 17 de abril de 2012
Em Monte Alegre do Sul, uma tradição italiana
Arte da cachaçaria vem desde o início do século passado com a chegada dos imigrantes à cidade. Hoje são cerca de 500 mil litros da bebida ao ano
FÁBIO VENDRAME fabio.vendrame@grupoestado.com.br
A estância hidromineral de Monte Alegre do Sul, onde vivem cerca de 6 mil pessoas, demonstra aptidão para a cachaça de alambique - a popular pinga artesanal. Contornada pelas montanhas do Vale do Rio Camanducaia, a cidadezinha produz cerca de 500 mil litros de aguardente por ano, o que daria algo em torno de 90 garrafas per capta. A tradição do município na arte de extrair o elixir da cana remonta ao início do século anterior, com a fixação dos imigrantes italianos.
Desde então todo mundo em Monte Alegre do Sul, a 145 quilômetros de São Paulo, sabe muito bem que água é essa que passarinho não bebe. Atualmente, dos 37 alambiques cadastrados no município, 27 estão em funcionamento. E a cidade viu nascer, em 2003, a Associação dos Produtores de Cachaça de Monte Alegre do Sul e Região (Aprocamas), que reúne alambiques locais e de cidades vizinhas, como Amparo e Serra Negra.
A idéia principal é buscar a melhor qualidade, dentro dos critérios mais rigorosos do mercado, mantendo a originalidade e o caráter artesanal. Para isso São aplicados testes de qualidade para verificar como anda a produção dos alambiques associados. Há também um circuito turístico chamado "Na Trilha da Cachaça". "Todas as associadas estão envolvidas no roteiro de visitação.
Um bom começo é visitar os alambiques diretamente ou adquirir as cachaça da região na Loja da Aprocamas.
Um dos alambiques que merece visitação é o de Tarcísio Ferreira, 43 anos, no Sítio São José. Ferreira conta que seu pai começou a fabricar cachaça há 16 anos para consumo próprio. "Convida um amigo daqui, um amigo dali... já viu onde foi parar, né?", diz. De boca em boca, de gole em gole, a Cachaça Tarcísio Ferreira ganhou fama. Marque hora para conhecê-la pelo tel. (0--19) 3899-2549.
FÁBIO VENDRAME fabio.vendrame@grupoestado.com.br
A estância hidromineral de Monte Alegre do Sul, onde vivem cerca de 6 mil pessoas, demonstra aptidão para a cachaça de alambique - a popular pinga artesanal. Contornada pelas montanhas do Vale do Rio Camanducaia, a cidadezinha produz cerca de 500 mil litros de aguardente por ano, o que daria algo em torno de 90 garrafas per capta. A tradição do município na arte de extrair o elixir da cana remonta ao início do século anterior, com a fixação dos imigrantes italianos. A idéia principal é buscar a melhor qualidade, dentro dos critérios mais rigorosos do mercado, mantendo a originalidade e o caráter artesanal. Para isso São aplicados testes de qualidade para verificar como anda a produção dos alambiques associados. Há também um circuito turístico chamado "Na Trilha da Cachaça". "Todas as associadas estão envolvidas no roteiro de visitação.
Um bom começo é visitar os alambiques diretamente ou adquirir as cachaça da região na Loja da Aprocamas.
Um dos alambiques que merece visitação é o de Tarcísio Ferreira, 43 anos, no Sítio São José. Ferreira conta que seu pai começou a fabricar cachaça há 16 anos para consumo próprio. "Convida um amigo daqui, um amigo dali... já viu onde foi parar, né?", diz. De boca em boca, de gole em gole, a Cachaça Tarcísio Ferreira ganhou fama. Marque hora para conhecê-la pelo tel. (0--19) 3899-2549.
segunda-feira, 9 de abril de 2012
Vidros foscos
O vidro é uma embalagem que remete ao consumidor “cuidado”. Por ser mais sólido esta associação é muito comum. Dentro do setor de embalagens há diferentes acabamentos.
Os vidros foscos são vidros que passaram por um processo químico com ataque a superfície, fornecendo um acabamento acetinado. Existem vidros foscados “float”, que são obtidos por um tratamento ácido numa das faces, tornando-o translúcido, e vidros que são foscados com abrasivos, que utilizam a pressão do ar para opacificá-los.
A foscação pode ser utilizada em embalagem de alimentos, bebidas e cosméticos. Segundo a Gerente de Marketing e Desenvolvimento de Novos Produtos da Wheaton, Marta de Oliveira Bagolin, há outros setores que usam este tipo de material em suas embalagens.
“O vidro foscado é muito utilizado no segmento de perfumaria e cosméticos. Outro segmento que utiliza o processo de foscação é o de home care, em produtos como velas perfumadas, aromatizadores de ambientes e outros”.
A Wheaton Brasil, uma das maiores vidrarias do país, dispõe deste processo desde a década de 60.
Marta Bagolin afirma que a foscação pode ser aplicada em vidros transparentes ou coloridos.

“A foscação pode ser realizada em frascos de vidro flint (transparente) e frascos produzidos em color feeder (coloração da massa vítrea). Embalagens foscadas podem ser posteriormente decoradas, com silk screen, aplicação de rótulos, decalques, acessórios, e outros. Outra aplicação da foscação pode ser efetuada de forma intermitente, isto é, a embalagem apresentaria partes foscas e não foscas, permitindo a diferenciação da embalagem. É possível também aplicar um processo de pintura com efeito foscado, resultando no mesmo efeito que o processo de foscação”.
Vantagens
O vidro é 100% reciclável. Podem apresentar diferenciadas colorações. A embalagem de vidro é comumente utilizada como ferramenta de marketing. O vidro possibilita a visualização do produto envasado e protege contra radiações e agressões externas. Além disso, o vidro podem ser reaproveitadas várias vezes, como as garrafas retornáveis. O vidro não reage quimicamente.
Os vidros foscos são vidros que passaram por um processo químico com ataque a superfície, fornecendo um acabamento acetinado. Existem vidros foscados “float”, que são obtidos por um tratamento ácido numa das faces, tornando-o translúcido, e vidros que são foscados com abrasivos, que utilizam a pressão do ar para opacificá-los.
A foscação pode ser utilizada em embalagem de alimentos, bebidas e cosméticos. Segundo a Gerente de Marketing e Desenvolvimento de Novos Produtos da Wheaton, Marta de Oliveira Bagolin, há outros setores que usam este tipo de material em suas embalagens.
“O vidro foscado é muito utilizado no segmento de perfumaria e cosméticos. Outro segmento que utiliza o processo de foscação é o de home care, em produtos como velas perfumadas, aromatizadores de ambientes e outros”.
A Wheaton Brasil, uma das maiores vidrarias do país, dispõe deste processo desde a década de 60.
Marta Bagolin afirma que a foscação pode ser aplicada em vidros transparentes ou coloridos.

“A foscação pode ser realizada em frascos de vidro flint (transparente) e frascos produzidos em color feeder (coloração da massa vítrea). Embalagens foscadas podem ser posteriormente decoradas, com silk screen, aplicação de rótulos, decalques, acessórios, e outros. Outra aplicação da foscação pode ser efetuada de forma intermitente, isto é, a embalagem apresentaria partes foscas e não foscas, permitindo a diferenciação da embalagem. É possível também aplicar um processo de pintura com efeito foscado, resultando no mesmo efeito que o processo de foscação”.
Vantagens
O vidro é 100% reciclável. Podem apresentar diferenciadas colorações. A embalagem de vidro é comumente utilizada como ferramenta de marketing. O vidro possibilita a visualização do produto envasado e protege contra radiações e agressões externas. Além disso, o vidro podem ser reaproveitadas várias vezes, como as garrafas retornáveis. O vidro não reage quimicamente.
Cerimônia do Fecha Corpo é um dos pontos altos da celebração da Semana Santa
Situada no alto da serra, a cidade é conhecida pela produção de morangos e pelos tradicionais alambiques de cachaça.
Na cidade de Monte Alegre do Sul as celebrações da Semana Santa são intensas. A Praça do Bom Jesus ganha decoração especial, assim como a rua Capitão José Inácio, e a cidade tem também a tradição do Fecha Corpo, realizada na Sexta-Feira Santa. O ritual acontece há décadas. Trata-se de um remédio para "fechar o corpo" contra mau olhado, inveja e doenças. É usada pinga curtida com guiné ou arruda.
Situada no alto da serra, Monte Alegre é conhecida pela produção de morangos e pelos tradicionais alambiques de cachaça. Com fazendas e propriedades erguidas pelos imigrantes italianos, preserva bastante da arquitetura e dos costumes daquela época. Quem visita Monte Alegre pode aproveitar para conhecer o balneário, o mirante, e ainda programar saídas para compras, roupas em Serra Negra, louça e artigos de vidro em Pedreira.
Na cidade de Monte Alegre do Sul as celebrações da Semana Santa são intensas. A Praça do Bom Jesus ganha decoração especial, assim como a rua Capitão José Inácio, e a cidade tem também a tradição do Fecha Corpo, realizada na Sexta-Feira Santa. O ritual acontece há décadas. Trata-se de um remédio para "fechar o corpo" contra mau olhado, inveja e doenças. É usada pinga curtida com guiné ou arruda.Situada no alto da serra, Monte Alegre é conhecida pela produção de morangos e pelos tradicionais alambiques de cachaça. Com fazendas e propriedades erguidas pelos imigrantes italianos, preserva bastante da arquitetura e dos costumes daquela época. Quem visita Monte Alegre pode aproveitar para conhecer o balneário, o mirante, e ainda programar saídas para compras, roupas em Serra Negra, louça e artigos de vidro em Pedreira.
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