terça-feira, 25 de janeiro de 2011

História da Embalagem e Design de Embalagem

O design de embalagens, é uma vertente do design de produto e do design gráfico. No maioria das vezes o designer de produto é reponsável pela forma da própria embalagem, considerando problemas de ergonomia e estética tri-dimensional. Enquanto o designer gráfico trata do rótulo da embalagem, onde o produto é apresentado graficamente.

A embalagem comercial não é apenas um meio de armazenamento e transporte de um produto, mas é um objeto que possibilita aos consumidores uma relação afetiva individual com o produto.

A embalagem é a identidade da empresa a qual ela representa e em muitos casos é o único meio de comunicação do produto. O bom design de embalagem pode garantir uma boa comunicação com o consumidor, informando sobre o produto e expondo seu caráter. De acordo com a pesquisa setorial ABRE/FGV, para muitos consumidores a embalagem é o objeto que identifica simbolicamente o produto. Uma pesquisa do Comitê de Estudos Estratégicos da ABRE mostrou que o consumidor não dissocia a embalagem do seu conteúdo, considerando os dois como constituintes de uma mesma entidade indivisível. Sendo assim a embalagem é ao mesmo tempo expressão e atributo do conteúdo. Exemplos disto são o frasco de perfume, o extintor de incêndio, a caixa de lenços de papel, a caixa de fósforos, dentre outros, como a garrafa da Coca-Cola e o frasco do perfume Chanel nº 5, que têm suas formas patenteadas.

História

As primeiras embalagens surgiram há mais de 10.000 anos, quando nas civilizações já existia a necessidade de transportar, acondicionar e armazenar alimentos.

Embalagem no Brasil

Com a abertura do mercado nacional para os produtos importados, feita pelo Governo Collor, percebeu-se que o desenho das embalagens de outros países eram mais atrativas e, por conseqüência, vendiam mais. Atualmente, dos cerca de 10 mil produtos expostos nas prateleiras dos supermercados brasileiros, estima-se que apenas 5% possuam propaganda massiva na mídia. Desta forma o design de embalagem passa a ser um "vendedor silencioso".

Percebeu-se a importância no mercado nacional do emprego do design de embalagem não só no ponto-de-venda, mas toda uma preocupação desde a criação ou lançamento de um novo produto, por mais simples que este seja. Ao projetar produtos, deve-se levar em consideração: funcionalidade, facilidade de manuseio, reaproveitamento de materiais de acordo com sua toxicidade, escassez, renovabilidade e reciclabilidade. Hoje, no Brasil, existem empresas especializadas só em embalagens. Empresas brasileiras ganham e promovem prêmios internamente e no exterior para promover a produção de embalagens. O que demostra o grande valor agregado ao produto.

Considerações na criação das embalagens

O cuidado com este trabalho significa que o design de embalagem envolve estudos representando além de estética e função, fatores sociais, culturais, de fabricação, de custos e de seleção de materiais que vão determinar mensagens qualitativas e quantitativas.

Uma embalagem não pode ser apenas bonita, ela deve cumprir padrões de higiene, formatos, praticidade e segurança. O design de embalagem agrega valor, adequando de forma eficiente às necessidades e expectativas do consumidor e define seu posicionamento correto no mercado. É também, diferencial competitivo, pois através da inovação e da diferenciação o design pode criar uma personalidade capaz de conquistar a fidelidade do consumidor.

Ao se desenvolver uma embalagem, deve-se definir os elementos do projeto técnico: Matérias-primas, processos produtivos, economias na fabricação, transporte etc.) associado à qualidade do produto. No rótulo se aborda os problemas do design de informação e publicidade.

No design de embalagens, o designer deve ter em conta algumas questões:
De que tipo de embalagem se trata? - É uma embalagem para líquidos?
Para proteger objetos frágeis? - Qual o peso e o tamanho dos objectos que vai conter?
São pesos uniformes? - Como vai ser transportada?
Terá de ser atraente? - Em que material irá ser feita?(cartão/plástico/madeira/vidro...)
Qual a fábrica a contratar? - Daqui a quanto tempo deverá estar pronta?
Qual o orçamento disponível? - Pra onde irá esta embalagem após seu descarte? Qual seu ciclo de vida?

Fonte: Wikipedia

domingo, 16 de janeiro de 2011

Café Arábica x Conilon

A Coffea arabica (café arábica) e a Coffea canephora (café robusta) são as commodities de café de maior interesse econômico mundial.
Embora os contratos de café arábica apresentem cotação superior aos contratos de café robusta nas bolsas de mercadorias mundiais, os sólidos oriundos da espécie Coffea canephora são mais solúveis em água. Esta característica gera grande demanda por café robusta pela indústria de café solúvel.

Café Arábica

As variedades de café arábica produzem um café fino, de aroma e sabor mais pronunciado do que o café produzido através da espécie Coffea canephora. Em virtude desta característica, a demanda mundial e os preços de mercado do café arábica são maiores do que do café robusta.

As cultivares de café arábica mais indicadas para plantio são: Mundo Novo, Catuaí Amarelo, Catuaí Vermelho, Acaiá e Icatu. Estas cultivares são adaptadas a regiões de temperaturas amenas e altitude elevada. Os plantios são formados por mudas oriundas de sementes.

Café Robusta

A espécie Coffea canephora, mais conhecida como robusta, produz um café de qualidade inferior ao café arábica. Entretanto, os sólidos oriundos desta espécie são muito mais solúveis em água do que os sólidos da espécie Coffea arabica.

Apesar do café robusta possuir um valor de mercado inferior ao café arábica, a liquidez desta commodity é garantida pela crescente demanda por parte da indústria de café solúvel e da utilização de Coffea canephora em blends (mistura de café arábica e café robusta em uma proporção média de 4:1).

A cultivar de café robusta mais difundida para plantio é a Conilon, adaptada a regiões de baixa altitude e temperaturas elevadas, de grande rusticidade, vigor e resistência a deficiências hídricas prolongadas. A sua multiplicação pode ser por mudas formadas de sementes ou de estacas (clonal). Na formação das lavouras é aconselhável o uso de mudas clonais para garantir uniformidade e produtividade.

Fonte: http://www.wiki.advfn.com/

domingo, 2 de janeiro de 2011

Envelhecendo a cachaça

A cachaça, assim como o whisky, o rum e o conhaque, para adquirir propriedades sensoriais de aroma e paladar específicos, pode passar por um processo de envelhecimento.

A quantidade de cachaça contida dentro de um  tonel, tem relação direta com a área de contato da madeira com a bebida,  influenciando no seu envelhecimento. A eficiência com que a madeira estiver trocando compostos e reações com a bebida  resultará no padrão do produto; ou seja o rótulo de uma cachaça envelhecida 1 ano num barril de 600 litros  será o mesmo que uma bebida envelhecida 1 ano num tonel de 30 mil litros, mas o paladar será outro.  

Para aprovar o envelhecimento de uma bebida, o ministério da Agricultura  aceita volumes em barris de até 700 litros. A cachaça envelhecida pode manter a coloração branca, dependendo da madeira onde envelhece, como é o caso do jequitibá e o amendoim. Já a amarela ganha este tom justamente por ter descansado e envelhecido em madeira que tinge a bebida.

Toda boa cachaça tem que passar por um período mínimo descansando, ou pode ser envelhecida  para adquirir paladar e aroma característicos.

Uma cachaça é considerada envelhecida se permaneceu por pelo menos 1 ano acomodada em barris de madeira, com capacidade de até 600 litros. Minas Gerais, maior produtor de cachaça artesanal do país,  leva tão a sério o negócio da cachaça, que o governo estadual legislou sobre a matéria aprovando em 11 de julho de 2001, lei que garante aos consumidores e obriga os produtores a identificar o padrão de envelhecimento da cachaça.

Para o produtor mineiro o período de envelhecimento deve variar de 6 a 18 meses, devendo após este período ser classificada em 4 padrões. Segundo o site oficial do PBDAC, a cachaça mineira é classificada como cachaça nova, cachaça envelhecida, cachaça amaciada e reserva especial.

MADEIRAS APROPRIADAS PARA ENVELHECIMENTO DE CACHAÇA.

CARVALHO

Madeira nobre que encorpa a cachaça e lhe dá um cor inconfundível.
Designação comum a várias árvores ornamentais da família das fagáceas, gênero Quercus, de rápido crescimento, que preferem lugares frescos, ou margens de rios e lagoas, e fornecem madeira pardacenta, dura, usada na construção em geral.
Madeira de qualquer dessas árvores.
Carvalho Brasileiro – Da Bahia até Santa Catarina. Carne-de-vaca.

AMBURANA

Diminui o teor alcoólico da Cachaça, que fica mais suave. Árvore regular, da família das leguminosas (Torresea cearensis), de casca grossa, suberosa, gordurosa e aromática, tida por medicinal, flores alvas ou amarelo-pálidas, pequenas e aromáticas, e cujo fruto é vagem achatada e escura, contendo uma semente alada e rugosa.

ANGELIM-ARAROBA

Dá uma cor graciosa a bebida e paladar inconfundível. Árvore da família das leguminosas, subfamília papilionácea (Vataireopsis araroba), de flores róseas e madeira útil, e cuja casca, triturada, se usa contra doenças da pele. Ocorre da Bahia até o Rio de Janeiro e Minas Gerais.

BÁLSAMO

Bebida bem amarela, de gosto forte. Cabriúva-do-campo. Do tupi kabureiwa, árvore do caburé. Árvore da família das leguminosas (Myrocarpus frondosus), da floresta atlântica, de folhas com cinco a nove folíolos oblongos, aluminados e muito finos, flores verdes-amareladas, actinomorfas, dispostas em racemos, e cujos frutos são sâmaras elípticas e monospermas. A madeira, pardo-escuro com tons avermelhados, aromática, pesada e resistente, é utilizada em construções em geral.

CEREJEIRA

Confere a  cachaça corpo e tom forte. Designação comum a diversas árvores e arbustos da família das rosáceas, gênero Prunus. Particularmente as espécies Prunus avium e Prunus cerasus, a primeira das quais é uma árvore de casca lisa e cinzenta, flores alvas, frutos pequenos, doces e polposos, vermelhos ou quase pretos, e madeira branco-avermelhada, dura e pesada, usada em marcenaria de luxo, instrumentos musicais, objetos de arte, etc.Cereja-galega, cereja-dos-passarinhos, cerejeira-da-europa; e a segunda um arbusto que atinge 8 (oito) metros de altura, cuja casca e flores têm as mesmas características das da espécie anterior, apresentando o fruto e a madeira, porém, diferença na cor, respectivamente amarelada e avermelhada.

GARAPA

Árvore ornamental, da família das leguminosas (Apuleia praecox), de folhas imparipenadas, compostas de folíolos alternos, coriáceos de cor avermelhada, flores alvas ou esverdeadas, dispostas em cimeiras axilares, e cujo fruto é vagem ovóide, monosperma eindeiscente. Fornece madeira de lei de cerne amarelado e ondeado. Amarelinha, Ocorre da Bahia ao Rio Grande do Sul e MatoGrosso.

JATOBÁ

Uma ótima madeira para armazenar cachaça. Árvore da família das leguminosas (Copaifera trichiofficinalis), de folhas penadas, flores minutase ordenadas em cachos, e cujo fruto é um legume pequeno e monospermo. O tronco produz um óleo tido pelo povo como medicinal.

JEQUITIBÁ /JEQUITIBÁ –ROSA

Uma das mais utilizada para envelhecimento. Designação comum a duas árvores de tronco muito grosso e alto, da família das lecitidáceas (Cariniana estrillensis e C. legalis), também chamadas, respectivamente, Jequitibá-Vermelho e Jequitibá- Branco, de folhas coriáceas, oblongas e acuminadas, flores
pequeninas, alvas e paniculadas, e cujos frutos são cápsulas que contém sementes aladas e se abrem por fenda circular, sendo a madeira, róseo-acastanhada ou bege-rosada, hoje muito usada em carpintaria. Ocorrem do nordeste ao sul do país.Jequitibá-rosa  não alterara a cor original.

IPÊ/IPÊ AMARELO

Designação comum às árvores do gênero Tabebuia (antes, Tecoma), da família das bignoniáceas, de que há dois tipos: a de flor amarela e a de flor violácea. Muito ornamentais pela floração belíssima, são dotadas de lenho muitíssimo resistente à putrefação. O Ipê é considerado árvore nacional.. Garante uma Cachaça que desce macio e um tom alaranjado.

PEROBA

Designação comum a muitas árvores das famílias das apocináceas e das bignoniáceas que têm madeiras de boa qualidade, sobretudo a peroba-de-campos e a peroba-rosa. Peroba-Amarela. Peroba-Amargosa. Peroba-de-Campos (Paratecoma Peroba). Norte do Espírito Santo e centro da Bahia. Peroba-Rosa (Aspidosperma polyneuron).

Revista do futuro (www.revistadofuturo.com.br)

Licores dos Frades Toscanos

A Officina Profumo-Farmaceutica di Santa Maria Novella, criada em 1221 por frades dominicanos de Florença é famosa por sua linha de sabonetes e perfumes. Mas os religiosos também faziam licores. Dois deles estão à venda, em São Paulo, na loja Santa Maria Novella (R. da Consolação, 3.354, 3081-0964) da capital.

Produzido desde 1659, o amarguíssimo Elisir di China é feito com casca de uma árvore peruana. Tem 38% de gradação alcóolica e pode ser tomado quente. O belo rubi do licor Alkermes, criado em 1743, vem de um inseto e leva água de rosas, água de flor de laranjeira, noz-moscada, canela e cravo. Tem gradação alcóolica de 35%, é adociado e perfumado. Ambos envelhecem seis meses em barris de carvalho e custam R$ 287, a garrafa com 500 ml. (Paladar - 05/02/2009).

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Museu da Cachaça em Tupã

O Museu da Cachaça, situado na cidade de Tupã (514 km da capital paulista), foi recentemente reformulado e dobrou de tamanho. Entre as novidades estão novas peças e uma série de seções divididas por temas.

O objetivo da reforma foi abrir espaço para que peças que antes ficavam apenas guardadas passassem a ser expostas ao público. O local, que é mantido pela Água Doce Cachaçaria, tem quase 1.000 m2 de área e é dividido em quatro ambientes.

O primeiro é dedicado à história da cachaça. Nesta sala, é possível ver de perto réplicas de cartas do período no qual o Brasil viveu a escravatura, além de painéis cronológicos que contam a história da bebida. A seção também abriga peças de engenho e reportagens curiosas sobre a cachaça.

No segundo ambiente, batizado de "coleção de cachaça", estão expostas mais de duas mil garrafas. O terceiro conta a história da empresa que mantém o local; já o quarto e último trata da relação da bebida com as "paixões nacionais": futebol e samba. No espaço estão reunidos painéis fotográficos, coleção de camisetas, garrafas e peças antigas.

Museu da Cachaça - r. Nhambiquaras, 385, Vila Aviação, Tupã, SP. Tel.: 0/xx/14/3441-2321 ou 0/xx/11/3441-4337.